Um dos destaques deverá ser a baixa no elavado estoque de 7 a 8 milhões de linhas instaladas ainda sem assinantes na telefonia fixa. A estratégia para estas lilhas ociosas poderá ser o telefone fixo pré-pago ou a oferta em condições especiais de preço e assinatura da segunda linha.
Em 2003, a telefonia celular no Brasil cresceu a uma média de um milhão de novos assinantes por mês, ou seja, cerca de 40 mil por dia útil, o que possibilitou a acirrada concorrência. Este ano não deverá ser diferente, com três ou quatro operadoras disputando clientes em cada área, dos grupos Vivo, Claro, Tim e Oi.
As operadoras de longa distância também estarão em alta, uma vez que precisarão desenvolver novas estratégias para enfrentar a concorrência, pois passaram de duas para seis companhias a disputar o mesmo mercado nos últimos dois anos.
Com o novo rumo das telecomunicações, nenhuma operadora sobreviverá apenas com o serviço de voz. Sendo assim, a oferta de novos conteúdos destinados principalmente às corporações e aos usuários individuais de mais alta renda, tais como acessos de alta velocidade à Internet, serviços especiais, interativos, de multimídia e de banda larga ganharão destaque.
Todos os segmentos de telefonia estarão em constante crescimento, só que cada um com uma velocidade diferente. A telefonia fixa terá sua expansão de forma mais lenta, porém segura. Os demais segmentos terão um crescimento agitado, em especial na telefonia celular e na área corporativa.